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Viseu

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“Quem não foi a Viseu
Não sabe o que perdeu “

A cidade de Viseu, capital da Beira Alta e sede de um dos maiores distritos de Portugal, está situada num vale a 449 metros de altitude. A parte norte e nordeste são atravessados pelas serras da Lapa, Leomil e Montemuro para Norte, das quais se estende a bacia hidrográfica do rio Douro e seus afluentes. A área ocidental do distrito é dividida pelo rio Vouga, sobressaindo a norte as serras de S. Macário, Arada e Gralheira e a sul as serras das Talhada e Caramulo. A sul e sudeste localiza-se a bacia do rio Mondego e a do seu afluente rio Dão.

Na sua história demarcam-se vultos como Viriato pastor e guerreiro lusitano que construiu a recente requalificada fortaleza Cava de Viriato, ou Vasco Fernandes mais conhecido como Grão Vasco, pintor exímio que nos deixou um largo espólio de obras de arte, a maior parte delas expostas no Museu da Sé.

No alto ergue-se a majestosa Sé Catedral construída inicialmente como refugio, local defensivo e algo estratégico de onde se avistavam as tropas inimigas em épocas passadas. Deste magnânimo lugar avistamos os verdes espaços que circundam a cidade, e que acalmam as gentes que os visitam.
Entre eles a mata do Fontelo, que entre todos talvez a mais bela e mágica da cidade com as suas árvores centenárias, o odor agradável de pinho, o ar puro, quando se entra dá-nos a sensação que entrámos num mundo aparte, longe de carros e poluição.

No centro da cidade somos brindados com mais jardins e parques verdes como o Jardins das Mães ou o parque Aquilino Ribeiro.

Cortando as terras viseenses aparece o rio Pavia, outrora límpido e transparente, onde lavadeiras lavavam as roupas e onde muitos habitantes se banhavam na época quente do Verão, é alvo agora de uma requalificação devido aos longos anos de poluição que foi alvo. Apesar de tudo a zona já requalificada do rio é um óptimo lugar onde se pode aproveitar o bom tempo e dar longos passeios.

Em Viseu a sua gastronomia encanta a barriga de todos, desde os doces aos salgados, a comida viseense preza pelo sabor e pela qualidade. Começando pelos aperitivos como a Bola de sardinhas ou as Miquelinas, passando pela Sopa de castanhas, Sopa de cebola, Canja de galinha ou a Sopa seca de bacalhau. Nos pratos de Peixes não poderíamos esquecer o Bacalhau assado na brasa ou as Trutas de escabeche. As carnes o prato mais pedido, temos o Arroz de carqueja, o Arroz de feijão e entrecosto, o delicioso Cabrito assado, o Coelho bêbado, o Entrecosto com grelos e chouriço caseiro, o Rancho à moda de Viseu com variadas carnes e legumes, os Rojões com morcela e batatas cozidas e por fim Vitela assada com arroz de forno. Para terminar uma bela de uma refeição nada melhor que um doce tradicional e como tal temos à disposição: Arroz doce, Castanhas de ovos, Lampreia de ovos, Leite de creme, Pão de ló, Viriatos. É claro que uma refeição com comida tradicional viseense deverá ser sempre acompanhada por um dos muitos vinhos Dão tinto ou branco.

Arouca

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Arouca é um concelho português pertencente ao distrito de Aveiro, sub-região do Entre Douro e Vouga que, no entanto, se aproxima mais do distrito do Porto, pertencendo à Área Metropolitana do Porto e, como tal, tem o seu vector de desenvolvimento centrado nesta região. Este município tem 327,99km2 e cerca de 23 874 habitantes, segundo dados de 2006. É composto por 20 freguesias e limitado por 8 concelhos.
O povo arouquense compõe-se de gente hospitaleira e com orgulho nas suas raízes. A vila desenvolveu-se em redor do seu imponente Mosteiro, sendo que este constitui a maior atracção turística do concelho. Data do século X e a sua figura principal foi a rainha Santa Mafalda (neta de D. Afonso Henriques). Neste habitou a Ordem de Cister. Ao longo dos séculos sofreu vários incêndios, conservando ainda assim um valioso espólio, que se encontra hoje disponível para visita através do Museu de Arte Sacra, albergue num terço do espaço total do Mosteiro.
Para além do valor histórico que o Mosteiro encerra, na sede do concelho, temos ainda o Calvário, a Capela da Misericórdia e a Casa dos Malafaias. Nas freguesias, podemos encontrar algumas igrejas e capelas de elevado interesse, pelourinhos, o Memorial de Santo António, a Torre dos Mouros, os monumentos megalíticos da Freita, etc. Ainda na sede do concelho poderá visitar o Museu Municipal, onde encontrará exposições de etnografia, arqueologia e geologia.
Arouca é também um local privelegiado para contacto com a Natureza. Repleto de paisagens naturais vibrantes e únicas, a área total do concelho corresponde ao Geoparque Arouca, onde encontramos quarenta e um geossítios classificados. Importa referir que em Portugal existem apenas dois geoparques. Em Arouca encontramos a Serra da Senhora da Mó, a Serra do Montemuro e a Serra da Freita. Nesta última, encontra-se um fenómeno natural único em todo o mundo, as pedras parideiras. Para além das suas paisagens verdejantes e floridas fantásticas, encontramos também a Frecha da Mizarela, que é a maior queda de água da Península Ibérica, com cerca de 60 metros.
De realçar ainda as aldeias tradicionais que constituem um vasto património perdido nas encostas das serras, por toda a rusticidade inerente às mesmas, pelas suas gentes, pelas suas actividades, pelo seu ambiente natural. São várias estas aldeias: Drave, Regoufe, Covelo de Paivó, Rio de Frades, Janarde, Meitriz, Merujal, Cando e Castanheira.

Os seus cursos de água são fenomenais para a prática de desportos radicais, com especial incidência no rafting, canyoning, canoagem e escalada. Nestes, inclui-se o Rio Paiva, um dos cinco rios menos poluídos da Europa e no qual se assiste a intensa prática balnear nos meses de maior calor, especialmente nos locais de praia fluvial.

Arouca é também conhecida como “capital do pedestrianismo”, sendo que possui doze caminhos de pequena rota e um de grande rota.

Se se deslocar à freguesia de Canelas, poderá encontrar o Centro de Interpretação Geológica de Canelas. Neste, estão expostas trilobites, algumas delas pertencendo ao conjunto das maiores encontradas em todo o mundo.

A gastronomia é particularmente rica. Poderá deixar-se levar pelo sabor tentador da carne arouquesa: a vitela assada, o bife de Alvarenga, a posta arouquesa e o cabrito assado no forno. À sobremesa, deixe-se surpreender pela doçaria conventual. Legado do Mosteiro, o segredo das receitas continua a ser transmitido de geração em geração, apenas em algumas famílias. Pão-de-ló, roscas e charutos de amêndoa, bola de São Bernardo, barrigas de freira, morcelas e castanhas doces, cavacas, melindres e pedras parideiras são autênticas tentações.

Quanto a eventos culturais, o concelho é particularmente rico. O maior certame é sem dúvida a Feira das Colheitas, que traz a Arouca mais de 100 000 visitantes. Destacam-se também a Recriação Histórica, a Semana Cultural e Feira do Livro, o Festival de Águas Bravas, concertos, representações teatrais, cinema ao ar livre, as festas e romarias alusivas aos santos, seminários, colóquios, workshops, festivais, actividades desportivas, enfim, um intenso rol de oferta cultural.
Aconselhamos que reserve algum do seu tempo para visitar Arouca e descobrir por si próprio todas as maravilhas acima descritas e muitas mais.

Arouca espera-o!